A Little Maker na produção de conhecimento: dois trabalhos sobre educação maker e BNCC da Computação
A Little Maker teve dois trabalhos aprovados em eventos científicos da área de educação e tecnologia, com pesquisas ligadas à educação maker, à ampliação do repertório de técnicas e à BNCC da Computação. As apresentações aconteceram no CTRL+E 2025 e na CBAC 2025, reforçando uma trajetória de investigação e compartilhamento de aprendizados que já faz parte da atuação da empresa.
Na Little Maker, a prática está no centro de tudo. Mas ela não anda sozinha.
O que acontece nas escolas, nas formações e nos projetos também gera reflexão, investigação e aprendizado. E, quando isso faz sentido, vira trabalho apresentado, discutido e compartilhado com outras pessoas da área.
Foi isso que aconteceu com dois trabalhos aprovados em eventos importantes de educação e tecnologia no último ano:
- no CTRL+E 2025, em Fortaleza, com o artigo completo “Repertório de Técnicas para o Desenvolvimento da BNCC da Computação na Educação Maker”
- e na CBAC 2025, em Brasília, com o pôster “Ampliando o repertório de técnicas no maker”, na categoria pôster com mesa. Confira o pôster apresentado.
Mais do que uma conquista pontual, essas aprovações reforçam algo importante para nós: a Little Maker não apenas desenvolve sua metodologia na prática, mas também se dedica a olhar para ela com profundidade, sistematizar aprendizados e colocá-los em diálogo com o campo da educação.
O que esses trabalhos investigam
Os dois trabalhos partem de uma mesma frente de interesse: como ampliar o repertório técnico dos estudantes sem engessar o processo criativo.
Na prática, isso passa pelo uso das fichas de repertório de técnicas e de outros recursos da metodologia que ajudam os alunos a conhecer possibilidades, combinar técnicas, tomar decisões e construir projetos autorais com mais intenção e mais consciência sobre o que estão criando. O estudo também se conecta à BNCC da Computação, especialmente quando aproxima pensamento computacional, cultura digital e competências digitais das experiências concretas vividas nos projetos.
Outro ponto importante é que essa ampliação de repertório não aparece como receita pronta. Ela funciona como apoio para expandir possibilidades de criação, fortalecer a autonomia e enriquecer o percurso dos projetos.
Por que isso importa?
Para a Little Maker, pesquisar a própria prática não é algo separado do trabalho. É parte do caminho.
Temos um compromisso com a educação, e compartilhar o que aprendemos ao longo da prática também é uma forma de contribuir com o amadurecimento de todo o ecossistema educacional. Quando sistematizamos o que acontece nas oficinas, analisamos o que estamos observando e levamos isso para eventos científicos, conseguimos dar mais clareza às nossas escolhas metodológicas, qualificar a discussão sobre o que fazemos e seguir amadurecendo a proposta com mais consistência.
Também é uma forma de abrir conversa com outros pesquisadores e educadores, ouvir perguntas, trocar perspectivas e trazer novos olhares para perto da prática.
Dois formatos, duas experiências diferentes
As aprovações aconteceram em formatos diferentes, e isso também enriquece o percurso.
No CTRL+E, o trabalho entrou como artigo completo, o que abre mais espaço para aprofundamento, argumentação e detalhamento do estudo. Já na CBAC, a aprovação foi na categoria pôster com mesa, um formato que favorece trocas mais diretas, conversas mais próximas e circulação do tema de forma mais aberta entre os participantes.
São experiências diferentes, mas complementares. De um lado, mais estrutura para apresentar o estudo. Do outro, mais proximidade para discutir ideias, ouvir reações e ampliar a conversa.
O que volta com a gente?
Participar desses espaços também ajuda a Little Maker a refinar seu próprio olhar.
As perguntas que surgem, os comentários recebidos e o contato com outras pesquisas ampliam repertório e ajudam a perceber melhor os desdobramentos do próprio trabalho. Isso fortalece a metodologia, abre novos caminhos de investigação e reforça nosso compromisso com uma educação maker mais intencional, mais autoral e mais conectada aos desafios reais da escola.
Seguimos pesquisando
Esses dois trabalhos não surgem de forma isolada. Eles fazem parte de um caminho que a Little Maker já vem construindo há alguns anos, levando seus aprendizados para diferentes espaços de troca e pesquisa, no Brasil e fora dele, como CBAC, CTRL+E, ICLOC e a FaBLearn Conference, da Teachers College Columbia University-NY.
Esse percurso ajuda a ampliar repertório, colocar a prática em diálogo com outros olhares e seguir refinando a metodologia a partir das conversas que esses espaços provocam.
Seguimos investigando os contextos em que atuamos, analisando o que a prática revela e transformando essa experiência em reflexão, troca e aprimoramento contínuo.