BNCC da Computação: Como Aplicar na Escola e Desenvolver Novas Competências

Você sabia que a computação passou a ocupar um lugar de destaque na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)? Essa nova diretriz educacional representa uma evolução significativa na educação brasileira e proporciona novas oportunidades de aprendizado para alunos de diversas realidades. Mas como podemos implementar essa diretriz de maneira efetiva nas escolas e, assim, desenvolver competências essenciais nos estudantes? Vamos aprofundar essa questão.

O que é a BNCC da Computação?

A BNCC é o documento que define as habilidades essenciais que os alunos brasileiros devem desenvolver ao longo da educação básica. A BNCC da Computação, como parte complementar dessa estrutura, amplia o currículo ao incorporar competências voltadas para a era digital.

Com essa inclusão, o foco vai muito além de ensinar a usar tecnologia – trata-se de desenvolver o pensamento computacional.

Mas o que é pensamento computacional? 

Segundo o parecer homologado do MEC – Ministério da Educação Conselho Nacional de Educação:

“pensamento computacional” denota o conjunto de habilidades cognitivas para compreender, definir, modelar, comparar, solucionar, automatizar e analisar problemas e possíveis soluções de forma metódica e sistemática por meio de algoritmos que são descrições abstratas e precisas de um raciocínio complexo, compreendendo etapas, recursos e informações envolvidos num dado processo.
(MEC, 2022, Normas sobre Computação na Educação Básica – Complemento à Base Nacional Comum Curricular (BNCC))

Basicamente, é a habilidade de resolver problemas de forma lógica e estruturada, usando princípios que também se aplicam à programação e ao desenvolvimento tecnológico. Não estamos falando apenas de aprender a codificar, mas de capacitar os alunos a:

  • Analisar problemas e dividir em partes menores.
  • Criar soluções inovadoras.
  • Compreender como funciona a tecnologia que usamos diariamente.

Essas habilidades são essenciais em um mundo onde a tecnologia permeia praticamente todos os aspectos das nossas vidas.

Essas habilidades são essenciais em um mundo onde a tecnologia permeia praticamente todos os aspectos das nossas vidas. A BNCC da Computação é organizada em três eixos principais: Pensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital.

  • Pensamento Computacional desenvolve a capacidade de resolver problemas de forma lógica e estruturada, promovendo habilidades como decomposição, reconhecimento de padrões, abstração e algoritmos.
  • Mundo Digital aborda o funcionamento da tecnologia, ajudando os alunos a compreenderem e interagirem criticamente com sistemas computacionais, dispositivos e redes.
  • Cultura Digital incentiva a participação ativa na sociedade digital, promovendo o uso responsável e criativo da tecnologia.

Um grande diferencial da BNCC da Computação é que, além de apresentar as habilidades esperadas para cada etapa da educação básica, o documento também oferece explicações detalhadas e sugestões de aplicação, tanto em atividades plugadas (com uso de dispositivos) quanto desplugadas (sem necessidade de tecnologia). Isso facilita a implementação nas escolas, permitindo que os conceitos sejam trabalhados de maneira acessível e dinâmica, independentemente da infraestrutura disponível.

Por que a Computação é Tão Importante no Ensino Atual?

Vivemos em uma era onde a inovação tecnológica está moldando o futuro de todas as áreas profissionais – da saúde à indústria, da educação à comunicação. Nesse cenário, ensinar computação às novas gerações é muito mais do que oferecer uma habilidade técnica: é prepará-las para serem protagonistas nesse futuro.

Esse movimento já está refletido em avaliações internacionais. O PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), a partir de 2021, passou a incluir habilidades computacionais em suas avaliações, reconhecendo sua importância para o desenvolvimento educacional e profissional dos estudantes. Isso reforça a necessidade de integrar a computação ao currículo escolar de forma estruturada e eficaz.

Quando os alunos aprendem pensamento computacional, eles não apenas consomem tecnologia; eles criam, inovam e solucionam problemas de maneira prática. Isso também estimula outras competências essenciais, como:

  • Criatividade: pensar fora da caixa para encontrar soluções.
  • Trabalho em equipe: colaborar em projetos tecnológicos.
  • Resiliência: aprender com erros e iterar até chegar à solução ideal.

Além disso, a inclusão da computação no currículo também é uma forma de democratizar o acesso ao conhecimento tecnológico, preparando os alunos de escolas públicas e privadas para competir em igualdade no mercado de trabalho.

Como a Little Maker Pode Ajudar Sua Escola a Implementar a BNCC da Computação

Aqui na Little Maker, acreditamos que a educação deve ser transformadora, prática e acessível. Por isso, desenvolvemos soluções que ajudam escolas a integrar a BNCC da Computação de forma simples e eficiente.

Nossa plataforma é pensada para facilitar o trabalho de gestores e professores, oferecendo um material pedagógico mapeado pela BNCC Computação. Esse material traz provocações e técnicas que desenvolvem as habilidades computacionais, envolvendo os estudantes de forma ativa e oferecendo suporte aos educadores para que possam aplicar a computação de maneira eficiente e significativa em sala de aula.

Além disso, contamos com:

  • Atividades Mão na Massa: Propostas que incentivam os alunos a explorar e desenvolver suas próprias soluções, sem depender de kits ou projetos prontos. As atividades acontecem em sala de aula ou nas oficinas da Little Maker, promovendo uma experiência de aprendizado ativa e significativa.
  • Documentação de Projetos: Ferramentas para registrar o processo criativo dos alunos, permitindo que professores acompanhem sua evolução e forneçam feedback qualificado.
  • Recursos de Apoio: Materiais, formações e suporte para que os educadores se sintam preparados para aplicar a BNCC da Computação de forma eficaz.

Nosso objetivo é empoderar escolas para que elas formem alunos prontos para inovar, independente de suas condições iniciais.

Prontos para Inovar na Educação?

Se você quer preparar seus alunos para o futuro, nós estamos aqui para ajudar. Com a Little Maker, sua escola pode implementar e aplicar a BNCC da Computação de forma prática, eficiente e inspiradora.

Entre em contato e descubra como podemos ser parceiros nessa jornada. A transformação da educação começa agora!

Referências:
Portal do MEC

BNCC Computação

A Revolução do Processo: Por que a Metodologia da Little Maker é mais do que apenas montar kits?

No universo da educação inovadora, a metodologia da Little Maker tem se destacado como uma abordagem revolucionária que vai muito além do simples ato de montar kits. Enquanto muitas metodologias se concentram no produto final e em seguir instruções passo a passo, a metodologia Little Maker coloca o processo de criação no centro da aprendizagem. Mas por que exatamente isso é tão importante e como essa abordagem se diferencia das outras? Vamos explorar.

O Foco no Processo: A Alma da Metodologia Maker

A metodologia Little Maker não é sobre construir algo com peças pré-definidas; é sobre a jornada que os alunos percorrem ao longo do processo de criação. Em vez de fornecer kits que determinam o que deve ser feito e como, nas oficinas da Little Maker se incentiva as crianças a explorar, ter ideias, experimentar e resolver problemas de maneira criativa e independente.

  1. Estímulo à Criatividade e Resolução de Problemas

Ao trabalhar com essa metodologia, as crianças são desafiadas a pensar fora da caixa. Elas não estão apenas seguindo um conjunto de instruções; estão criando suas próprias ideias e testando soluções para problemas e desafios. Esse tipo de experiência promove habilidades de resolução de problemas e pensamento crítico, essenciais para o desenvolvimento intelectual e pessoal. Em vez de seguir um caminho pré-determinado, os alunos têm a liberdade de explorar diferentes abordagens e encontrar soluções únicas.

  1. Desenvolvimento de Habilidades Socioemocionais

O processo na Little Maker também é uma oportunidade para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Trabalhar em projetos que exigem colaboração, comunicação e perseverança ajuda as crianças a desenvolver empatia, habilidades de trabalho em equipe e resiliência.

Elas aprendem a lidar com frustrações e a persistir diante de desafios, habilidades que são tão importantes quanto o conhecimento acadêmico.

  1. Aprendizagem Ativa e Engajadora

Em vez de serem receptores passivos de informação, os alunos se tornam ativos na construção do seu próprio conhecimento. A metodologia Little Maker promove uma aprendizagem prática e engajadora, onde os alunos estão constantemente envolvidos na aplicação de conceitos teóricos em contextos reais.

Esse tipo de aprendizagem ativa não só é mais memorável, mas também mais eficaz na retenção de conhecimento.

  1. Autonomia e Relevância

Cada aluno é único, e a metodologia da Little Maker incentiva que eles tenham autonomia na criação de projetos que partem de seus interesses e habilidades.

Em vez de todos os alunos produzirem o mesmo item a partir do mesmo kit, eles têm a oportunidade de desenvolver projetos que refletem suas paixões e curiosidades. Isso torna a aprendizagem mais envolvente, relevante, significativa e conectada com seus interesses.

  1. Fomento ao Aprendizado Contínuo

O foco no processo, e não apenas no produto final, incentiva um ciclo contínuo de aprendizagem e aprimoramento. As crianças são encorajadas a experimentar, falhar e ajustar suas abordagens, o que promove a resiliência e confiança para enfrentar novos desafios.

Elas aprendem a enxergar os erros como parte natural do aprendizado, não como falhas definitivas, o que fortalece sua capacidade de adaptação e evolução e as prepara melhor para enfrentar os desafios futuros.

  1. Avaliação e Registro Através da Nossa Plataforma Exclusiva

Na Little Maker, a inovação não para por aí. Utilizamos uma Plataforma Exclusiva que não apenas apoia o processo criativo, mas também registra e avalia o aprendizado dos alunos de maneira detalhada, dando voz às suas diferentes trajetórias.

Com a nossa plataforma, é possível monitorar o progresso individual de cada criança, coletar dados sobre suas escolhas e estratégias durante os projetos, e acompanhar o desenvolvimento de suas habilidades de resolução de problemas e criatividade.

Essa ferramenta poderosa oferece relatórios detalhados que ajudam os educadores a entender melhor as conquistas e áreas de desenvolvimento de cada aluno, possibilitando um acompanhamento mais eficaz e um feedback mais construtivo.

A integração da nossa plataforma com a metodologia assegura que o foco no processo seja devidamente valorizado e documentado, promovendo uma aprendizagem mais rica e alinhada com as necessidades individuais de cada estudante.

Conclusão

A metodologia Little Maker representa uma revolução na forma como abordamos a educação maker. Ao enfatizar o processo de criação em vez de simplesmente montar kits, ela proporciona uma experiência de aprendizagem rica e multifacetada que vai além do resultado final.

Esse foco no processo permite o desenvolvimento de habilidades essenciais, promove uma aprendizagem ativa e significativa, e prepara as crianças para se tornarem pensadores criativos e resilientes. Na era da educação inovadora, a metodologia maker não é apenas uma tendência, mas uma abordagem transformadora que está moldando o futuro da aprendizagem.

Invista na metodologia da Little Maker e veja como a jornada do que valoriza o processo criativo pode transformar a educação e o desenvolvimento das crianças de maneira profunda e duradoura.

Avaliação Formativa, crianças reunidas na escola

Avaliação Formativa: entenda esse conceito e como aplicar na sua escola

A avaliação formativa é uma prática que estimula a visão panorâmica do ensino-aprendizagem. Ainda que o aluno continue sendo o foco deste processo, essa avaliação reflete, também, a prática pedagógica do professor.

Muito embora seja qualificada como um método avaliativo, esse tipo de avaliação perde o caráter classificatório e deixa de ser apenas o ponto final do processo, e se coloca como um recurso de observação da trajetória do ensino-aprendizagem. 

Muitos professores certamente já fazem a essa avaliação – intuitivamente ou não. No entanto, para o resultado que se espera dela seja atingido, isto é, o aperfeiçoamento do ensino e da aprendizagem, a avaliação formativa deve ser contínua e sistematizada, sobretudo, desvinculada da praxe quase “punitiva” das avaliações tradicionais.

Neste artigo, vamos abordar os seguintes aspectos sobre avaliação formativa:

  • O que é avaliação?
  • Instrumentos de avaliação
  • Quais os tipos de avaliação interna?
  • O que é avaliação formativa?
  • Quais os benefícios dessa modalidade de avaliação?
  • Características da avaliação formativa
  • Quais são os instrumentos da avaliação formativa?
  • Qual é a função do professor na avaliação formativa?
  • Como se faz uma avaliação formativa?
  • Conclusão
  • Exemplo de avaliação

O QUE É AVALIAÇÃO

A avaliação é o principal recurso que se tem para diagnosticar a evolução da aprendizagem dos alunos. O que cada estudante aprendeu ou não durante um período. Existem dois modelos de avaliação: externa e interna. 

No grupo das avaliações externas, estão todas aquelas que avaliam a qualidade da educação, por meio dos resultados obtidos pelos alunos em provas como ANA, SARESP e ENEM. São essenciais para a tomada de decisões estratégicas para políticas públicas educacionais.

A avaliação interna é realizada pela escola; preparada, aplicada e corrigida pelo professor. Tradicionalmente, a avaliação interna acontece com a aplicação de provas e testes realizados a cada etapa de ensino vencida, visando o currículo.

A avaliação formativa é um dos meios de se executar a avaliação interna. Mas, reforçando, diferentemente das provas comuns, ela não é somatória e acontece ao longo do processo. 

O que a avaliação formativa tem em comum com as demais – diagnóstica e somativa – é que todas podem usar os mesmos instrumentos de avaliação. No entanto, a intencionalidade com a aplicação delas difere, conforme veremos a seguir.

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO INTERNA

Os recursos utilizados para avaliar a evolução da aprendizagem do aluno são chamados de instrumentos de avaliação. Existem diversos  recursos e atividades, que navegam desde os tradicionais, como provas e simulados, aos mais envolventes e “mão na massa”. 

Estes últimos, inclusive, têm crescido à medida que as escolas percebem a importância da educação maker para a formação de cidadãos mais completos.

A seguir, vamos contextualizar os tipos de avaliação interna, além da avaliação formativa. 

QUAIS OS TIPOS DE AVALIAÇÃO INTERNA?

As avaliações internas podem ser aplicadas antes, durante ou após o processo de aprendizado e desenvolvimento dos conhecimentos pelos estudantes. Lembrando que os recursos e atividades podem ser os mesmos para cada tipo de avaliação interna, mas deve-se considerar a intencionalidade e objetivo de cada uma delas:

Avaliação diagnóstica 

Objetiva entender em que ponto da aprendizagem o aluno está. Vale destacar que a aplicação desta avaliação será de fundamental importância para compreender o nível de aprendizagem dos estudantes no retorno da volta às aulas no contexto pós-pandemia.

Avaliação formativa

Seu objetivo é acompanhar a evolução da aquisição de conhecimento do aluno, ao mesmo tempo em que fornece subsídios para o professor compreender o quão eficiente está sendo seu processo de ensino. Não há atribuição de nota. Permite a coleta de evidências, pelo aluno e pelo professor, da eficiência do ensino-aprendizagem para a correção rápida da rota. O conceito será mais amplamente explorado a seguir, inclusive com exemplos. 

Avaliação somativa (ou classificatória)

Identifica o nível de aprendizagem alcançado pelo estudante ao final do curso ou de uma unidade de ensino, com a atribuição de uma nota. É muito mais quantitativa do que qualitativa. Baseia-se em rendimento alcançado versus objetivos previstos.

O QUE É AVALIAÇÃO FORMATIVA?

A principal função dessa avaliação é se destacar das avaliações internas nos moldes tradicionalistas, classificatórios. Para isso, precisa avaliar o aluno continuamente e em ocasiões diferentes. Ao mesmo tempo, deve produzir dados para o professor. 

Mais do que simplesmente “verificar” se o aluno aprendeu (em alguns casos, decorou) a matéria, essa modalidade de avaliação permite detectar os pontos fracos do ensino-aprendizagem, inclusive do próprio método do professor, e possibilitar meios de formação que respondam às características individuais dos alunos.

Esses personagens têm a oportunidade de perceber seus erros e acertos e transformar rapidamente suas práticas, sem negligenciar, evidentemente, as etapas vencidas com sucesso. 

QUAIS OS BENEFÍCIOS DA AVALIAÇÃO FORMATIVA?

Com essa avaliação há, efetivamente, a integração entre avaliação, ensino e aprendizagem.

Para a educação moderna, a avaliação formativa é indispensável. Ela dá mais agilidade à reorientação do “como” se ensina e se aprende. Respeita o ritmo de aprendizagem de cada aluno e fornece dados ricos para o professor ajustar a sua prática didático-pedagógica.

E mais: essa avaliação permite um entendimento ainda maior pelos pais e tutores dos alunos, quando esclarece o que se espera de cada projeto, isto é, a intencionalidade pedagógica, e coleta as evidências do professor e do aluno quanto às competências desenvolvidas. 

CARACTERÍSTICAS DA AVALIAÇÃO FORMATIVA

“Muitos professores dizem praticar a avaliação formativa, só que a fazem muitas vezes sem terem perfeita consciência das suas potencialidades pedagógicas e sem uma prática regular, exigente, sistemática desta modalidade de avaliação (Barreira, 2001; Barreira & Pinto, 2005).”

Essa avaliação não tem uma frequência preestabelecida como acontece com a avaliação somativa – uma semana de provas, por exemplo. A formativa não é engessada tal como as demais, no entanto, para que as evidências sejam coletadas e gerem dados potentes ao aprendizado, ela precisa ser contínua, cumulativa e sistemática:

Contínua 

A aprendizagem do aluno não pode ser medida apenas por uma ação realizada ao fim do bimestre ou do trimestre, mas deve resultar do desenvolvimento e acompanhamento ao longo das aulas. É preciso, no entanto, planejamento. Mesmo um simples diálogo com a turma pode ser usado em uma avaliação formativa, mas precisa ter um objetivo claro e as perguntas certas.

Cumulativa

Porque a avaliação não pode ser um instrumento meramente quantitativo. É preciso que, a partir da avaliação formativa, sejam extraídos os dados que orientem e deem pistas do progresso da aprendizagem. 

Sistemática

O registro e coleta das evidências são fundamentais para o professor e o aluno conseguirem identificar quais objetivos foram ou não atendidos e a forma como cada um constrói sua trajetória de desenvolvimento. Não apenas para entender se resultados foram alcançados, mas quais foram e como tem sido a evolução da aprendizagem.

A aplicação da avaliação formativa contínua e sistematicamente gera dados para o professor identificar as mudanças necessárias em suas práticas e intervir rapidamente nas dificuldades dos alunos, seja com a classe ou com um estudante especificamente. 

Por outro lado, como sempre, é importante planejar: o que será avaliado, para que e como será feita a avaliação. E aqui entra a seleção e identificação dos instrumentos para a avaliação formativa.

QUAIS SÃO OS INSTRUMENTOS DA AVALIAÇÃO FORMATIVA?

A diversidade dos instrumentos dessa modalidade de avaliação é tão ampla quanto a criatividade do professor. Entretanto, a avaliação formativa pode se valer dos mesmos recursos e atividades das avaliações tradicionais. O que muda é a intencionalidade de usá-la como ferramenta de aprendizagem e não como finalidade.

Trouxemos alguns exemplos de recursos e atividades que podem ser usados como instrumentos:

Atividade múltipla escolha

É prática e objetiva e promove resultados rápidos. O cuidado está em preparar perguntas absolutamente claras e alternativas sem ambiguidade. 

Atividade de resposta construída

Um pouco mais trabalhosa, mas indispensável. Podem ser orais ou escritas, de respostas objetivas (mais curtas) ou respostas subjetivas. 

Autoavaliação

Talvez a mais importante atividade da avaliação formativa. Quando o aluno tem a chance de analisar sua trajetória de aprendizado, ter consciência das competências consolidadas e de suas dificuldades. É uma ferramenta de autonomia que permite ao estudante assumir o protagonismo de seu desenvolvimento e compartilhar com o professor a responsabilidade sobre sua formação. O cuidado: criar quesitos objetivos e que ajudem o aluno a refletir sobre seu desempenho na atividade.  

Portfólio

O portfólio é um instrumento que documenta as etapas de um projeto ou um conjunto de atividades realizadas pelos alunos. Para servirem à prática formativa, o professor precisa acompanhar a construção dessa documentação, viabilizando feedbacks e oportunidades de ajustes acerca do processo e dos resultados obtidos. 

Embora haja diversidade de instrumentos, é função do professor planejar a avaliação formativa. Afinal, é ele quem sabe quais são os objetivos de cada unidade de ensino e o que se espera obter a partir de cada projeto realizado. Mas, esse não é o único papel do professor com a avaliação formativa.

QUAL É A FUNÇÃO DO PROFESSOR NA AVALIAÇÃO FORMATIVA?

O professor tem papel transformador no processo educacional e, por meio dessa avaliação, tem a chance de melhorar significativamente a aprendizagem dos alunos e o seu modo de ensinar. 

Nesta avaliação, o professor precisa planejar suas atividades, definir os objetivos de cada aplicação, selecionar os melhores instrumentos, dar feedback construtivo para o aluno, bem como, preparar o estudante para fazer sua autoavaliação. 

Também é função do professor viabilizar a coleta e registro de evidências a cada atividade formativa e oferecer uma comunicação clara e efetiva com os gestores, pais e tutores dos alunos. 

Sobretudo, o papel do professor nessa avaliação é permitir que o aluno seja cada vez mais protagonista de sua aprendizagem. Em contrapartida, que sua prática didática seja sempre mais efetiva.

COMO SE FAZ UMA AVALIAÇÃO FORMATIVA?

Resgatamos as 3 perguntas básicas que devem ser respondidas antes de fazer a avaliação formativa: o que se quer avaliar, para quê e, como.

Além disso, como a avaliação formativa não tem uma frequência obrigatória – ela apenas precisa ser contínua – as evidências das atividades precisam ser registradas. 

Quanto mais recursos a escola puder fornecer para os professores aplicarem a atividade e registrarem suas percepções, assim como, quanto mais fácil for para os alunos fazerem sua autoavaliação, maiores as chances do sucesso com a avaliação formativa. 

E, se ainda for possível disponibilizar aos pais e tutores meios de acompanharem o que se espera com cada atividade e o que foi atingido, é ainda melhor.   

CONCLUSÃO

A avaliação formativa é uma das formas de superar objeções de pais, inquietações de alunos e insatisfação dos professores quanto às práticas de ensino-aprendizagem atuais.

É evidente que a educação moderna já não suporta avaliar os alunos apenas pelos métodos tradicionais, quantitativos. Avaliar deve significar a qualidade do que foi aprendido, entender onde estão as falhas e quais ações adotar para mitigá-las. 

Por isso, a avaliação formativa é um instrumento mais completo que o modelo avaliativo atual. Ela significa a avaliação para o ensino e para a aprendizagem de forma ampla e com qualidade. 

A avaliação formativa não é um sonho distante. Ela pode fazer a diferença em sua escola ainda neste ano. 

EXEMPLO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA

A Plataforma Significa é um aplicativo que ajuda a escola a estruturar e aplicar essa avaliação, bem como, registrar as evidências, envolvendo alunos, professores, pais e a gestão pedagógica. 

A Plataforma, surgiu a partir das atividades “mão na massa” da Little Maker e hoje pode ser implementada em outras atividades pedagógicas que a escola já faz, como: Trabalhos e Pesquisas, Feiras e Mostras, Investigação Científica, Festas e Festivais, Vivências Externas, Argumentação e Perspectivas, entre outros. 

Para cada atividade são propostos instrumentos de avaliação formativa pré-formatados, além de ser possível adicionar outras atividades. Conheça a Plataforma Significa hoje mesmo. Disponível para computadores, smartphones e tablets.   

 

 

 

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